Do Espírito aos frutos
IURD, pós-pentecostalismo e o deslocamento da experiência carismática para a subjetividade religiosa
DOI:
https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p243-259Palavras-chave:
Espiritualidade contemporânea, Pentecostalismo brasileiro, Batismo com o Espírito Santo, Teologia da prosperidade, Teologia coachingResumo
Este artigo analisa o conceito de pós-pentecostalismo a partir do caso da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), abordando suas transformações teológicas e seus deslocamentos em relação ao pentecostalismo clássico. A partir das contribuições de Siepierski (1997), Passos e Rocha (2012), Mendonça (2006) e Maciel (2023), discute-se a pertinência do enquadramento da IURD como uma denominação pós-pentecostal. Ao centrar a análise nas mudanças ocorridas na compreensão da glossolalia como evidência do batismo com o Espírito Santo, evidenciam-se os movimentos internos de adaptação da IURD, que vão desde a valorização dos dons espirituais até uma ênfase na subjetividade e na convicção íntima como sinal do batismo. O trabalho busca compreender como essas transformações se inserem em uma teologia funcionalista, influenciada pela teologia da prosperidade e culminando na emergência da teologia coaching. A análise demonstra como essas mudanças refletem um deslocamento da ênfase no corpo e nas manifestações externas para uma vivência subjetiva e individualizada da fé, caracterizando novas formas de corporeidade religiosa na contemporaneidade.
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