Sobre a Revista

Fronteiras é a revista do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP. Seu título remete a perspectiva dialogal de Dom Helder Camara, que, desde a Igreja das Fronteiras, em Recife, estabeleceu vínculos com pessoas e movimentos do mundo inteiro. A práxis de Dom Helder era fundamentada em sua experiência, alimentada por uma compreensão própria da Sagrada Escritura, testemunhada na vivência dos princípios evangélicos.

Sob a inspiração da teologia prática do Dom, a Fronteiras tem por finalidade divulgar a reflexão no campo da Teologia, com qualidade científica reconhecida, aberta ao diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como a outros campos do saber. E, por missão, ser um espaço para uma reflexão teológica atual que considere os temas contextualizados em diálogo com múltiplas áreas do saber, culturas e perspectivas.

Qualis: A2 | Área do conhecimento: Teologia | Ano de fundação: 2018 | E-ISSN: 2595-3788 | Título abreviado: Front. - Rev. Teo. da Unicap | E-mail: fronteiras.unicap@unicap.br | Editor:  Francisco de Aquino Júnior | Prefixo DOI: 10.25247.

Notícias

Chamada Temática 2 para 2028: Religiosidade popular e cristianismo oficial | jul./dez. 2028 – v. 11, n. 2

2026-10-07

Religiosidade popular e cristianismo oficial

Jul./dez. 2028 – v. 11, n. 2 | Submissão até 30 de setembro de 2028

O debate entre religiosidade popular e religião oficial é uma realidade presente desde o início da institucionalização do Cristianismo como religião possível de culto no império Romano no século IV. Essa tensão mostra dois movimentos. Por um lado, tem-se o cristianismo oficial, que tarda a perceber a força da religiosidade popular expressa em símbolos, imagens, gestos e ritos, e que tenta controlá-la, motivado por questões teológicas e ou pelo simples desejo de poder institucional; por outro lado, tem-se a fé popular que se impõe, entre outras coisas, pela sua eficiência em responder às necessidades concretas das pessoas mais simples, dos pobres, como questões de saúde e proteção. Em outras palavras, a religiosidade popular se manifesta como religião vivida, para recriar a vida e encontrar esperança, o que difere de uma visão puramente doutrinária e dogmática, encabeçada pelo cristianismo oficial. Considerando que esse tema é sobretudo nutrido por um debate teológico, a Revista Fronteiras de Teologia da Unicap convida a comunidade acadêmica a submeter artigos ao dossiê que investiga a dialética entre a religiosidade popular e as estruturas oficiais do cristianismo. Nosso foco é em trabalhos cujas colaborações sejam plausíveis para um balanço histórico e que também contribuam para a retomada e o aprofundamento dos fundamentos teológico-pastorais que desafiam as instâncias eclesiais e sociais no tempo presente.

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Edição Atual

v. 9 n. 1 (2026): Religião e violência
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A humanidade sempre conviveu com diversas formas de violência e, em nosso tempo, não é diferente. Este dossiê de Fronteiras – Revista de Teologia da Unicap pretende reunir reflexões sobre as diversas formas de violência e o papel que as religiões assumem nesse dinamismo. Importa perceber como a religião pode em alguns casos legitimar e promover a violência e como ela pode ser instrumento de libertação e elemento limitador de comportamentos violentos. Desse modo, busca-se identificar incompreensões, desvios e manipulações dos sistemas religiosos que geram violência, bem como os elementos libertadores e promotores de uma cultura de paz.

Publicado: 2026-09-24

Apresentação

  • Apresentação: Dossiê Religião e Violência

    Faustino dos Santos
    1-12
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p1-12
  • Religião e violência: alianças arcaicas e atuais

    Luiz Carlos Susin
    13-22
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p13-22

Dossiê Temático

  • A imagem de Deus como perpetrador da violência em Is 47

    Zuleica Aparecida Silvano
    23-41
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p23-41
  • Fratelli, ma non tutti Neorreacionarismo católico e violência intrarreligiosa em ambientes digitais

    Moisés Sbardelotto
    42-62
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p42-62
  • Violência. Dignidade Humana. Redes: espaços de diálogo e de violência Sociais

    Joana Terezinha Puntel
    63-82
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p63-82
  • Da sacralidade violenta à caritas pós-metafísica: por uma antropologia teológica não-religiosa em Gianni Vattimo

    Lucas Pereira da Silva Freitas, Renato Kirchner
    83-110
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p83-110
  • A certeza violenta Sócrates e a humildade epistêmica como resposta à violência religiosa

    Eduardo Sales de Lima
    111-139
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p111-139
  • Violência espiritual e liberdade evangélica Uma análise teológica da vida consagrada contemporânea

    Tiago de Fraga Gomes, Rafael Henrique da Costa
    140-162
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p140-162
  • Epistemologias teológicas desde a subjetividade-potente dos pobres Diálogo com Carlos Mendoza-Álvarez e Gustavo Gutiérrez

    Pedro Igor Leite da Silva
    163-184
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p163-184
  • As novas formas de violência religiosa. Cinco ideias-chave para entender a violência religiosa dos impérios

    Jesús Alejandro Ortíz Cotte
    185-200
    DOI: https://doi.org/10.25247/2595-3788.2026.v9n1.p185-200

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