ATOS ORIGINÁRIOS ARQUETÍPICOS E O ESTUDO DO IMAGINÁRIO
A HERMENÊUTICA DA IMAGINAÇÃO DE MIRCEA ELIADE
DOI:
https://doi.org/10.25247/paralellus.2023.v14n34.p29-48Palavras-chave:
Mircea Eliade, hermenêutica da imaginação, arquétipoResumo
O artigo articula a noção de arquétipo com a de imaginação em Mircea Eliade a fim de apresentar a novidade eliadeana aos estudos do imaginário. Inicialmente, propõe-se o aprofundamento do arquétipo como atos originários divinos. Neste momento, constata-se a primordialidade do arquétipo como lugar de pensamento original, alternativo ao conhecimento racional. Em segundo lugar, explora-se a dimensão do símbolo em diálogo com a imaginação e o alcance da imaginação como uma faculdade comum tanto à pesquisa em Ciências das Religiões quanto para a arte. Enfatiza-se a importância da imaginação para a atividade hermenêutica. Ao final, apresenta-se a noção de hermenêutica da imaginação como uma necessidade orgânica, capaz de interpretar a alteridade e a fusão do ser nas hierofanias. A hermenêutica da imaginação, como contribuição inédita de Mircea Eliade, confere um lugar de reflexão próprio aos trabalhos do autor nos estudos do imaginário e, a partir deste lugar, pensar-se-á os limites e alcances da hermenêutica da imaginação.
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