POR UMA TEOLOGIA LIBERTADORA DÉBIL
DOI:
https://doi.org/10.25247/paralellus.2024.v15n37.p747-771Schlagwörter:
Epistemologia, Hermenêutica Niilista, Teologia da libertação, Pensiero deboleAbstract
Objetiva-se neste trabalho analisar filosófica e teologicamente a teologia da libertação como uma teologia débil, segundo o espírito proveniente do pensiero debole. Esse objetivo é justificado pelo fato de que o pensiero debole reflete a crise da metafísica, concebida como objetivista e provocadora de violência ao colocar a verdade em substratos que se impõem arbitrariamente à vida humana e ao mundo em que se insere o ser humano. Por isso, a emergência do pensiero debole significou também a compreensão filosófica da pós-modernidade, trazendo à tona uma filosofia que possibilita compreender paradoxalmente a crise da metafísica e sua necessidade, ainda que com nova vestimenta conceitual e interpretativa. Nesse sentido, o pensiero debole possibilita compreender as formas contextuais de pensar o ser humano, o mundo e o próprio Deus, concebido na tradição metafísica como “ente supremo”. Ademais, constata-se, na teologia da libertação, a evocação do pensiero debole para exprimir o significado de pós-modernidade política e culturalmente, provocando atenção às implicações do pensiero debole em sua epistemologia, operação hermenêutica e práxis histórica de libertação. Para atingir o objetivo proposto, apresentar-se-ão o conceito de teologia da libertação e sua constituição sistêmica, e o significado filosófico de pensiero debole, para, então, analisar a presença dessa forma de pensar esse complexo teórico no âmbito epistemológico, hermenêutico e prático da teologia da libertação.
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