IGREJA CATÓLICA E ANTICOMUNISMO
O GOLPE DE 1964 E A ARQUIDIOCESE DE JUIZ DE FORA
DOI:
https://doi.org/10.25247/paralellus.2024.v15n37.p881-910Palavras-chave:
Igreja Católica, Golpe de 1964, Anticomunismo, Arquidiocese de Juiz de Fora, Jornal O LampadárioResumo
Esse artigo trata do apoio dado ao golpe de Estado de 1964 pelo governo da arquidiocese de Juiz de Fora, cidade de onde partiu a marcha golpista do General Olímpio Mourão Filho. Utilizamos o jornal O Lampadário, propriedade dessa arquidiocese, como principal fonte de pesquisa. O feroz anticomunismo foi a principal causa do apoio dado a esse evento político que se constitui em um dos grandes eventos na história da nação e cujos resultados e mentalidades alcançam o tempo presente. Entendia-se que os comunistas se disfarçavam de democratas para se infiltrarem nas instituições da democracia como estratégia para a sua diluição e implantação do comunismo. A vitória do golpe foi entendida como vitória da nação cristã defendida pelos seus militares, instrumento dos anjos, tendo à frente a generalíssima Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A investigação cujos resultados estão nesse artigo foi realizada dentro da redução micro-histórica.
Downloads
Referências
AZZI, Riolando. O início da restauração católica em Minas Gerais: 1920 – 1930. Revista Sintese 14. Volume V. setembro/dezembro 1978.
BARROS, J. D. Escala : um conceito primordial para a geografia, história e demais ciências humanas. História Revista, Goiânia, v. 25, n. 1, p. 93–115, 2020. DOI: 10.5216/hr.v25i1.62635. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/62635. Acesso em: 2 jul. 2024.
BEOZZO, José Oscar. A Igreja entre a Revolução de 1930, o Estado Novo e a Redemocratização. In Holanda, Sérgio Buarque de (org.) O Brasil Republicano: economia e cultura (1930-1964). 3a edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado – ação política, poder e golpe de classe. Petrópolis: Vozes, 1981.
FERREIRA, Jorge. 2023. “Juiz De Fora E O Golpe Civil-Militar De 1964”. Locus: Revista De História 29 (1):126-51. https://doi.org/10.34019/2594-8296.2023.v29.38593. Acesso em: 042/07/2024.
LEPETIT, Bernard. Sobre a escala na história. In. REVEL, Jacques (org.). Jogos de escalas: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1998.
MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. O governo João Goulart – As lutas sociais no Brasil – 1961 – 1964. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
CARDONNEL, Frei Thomas; VAZ, Henrique e SOUZA, Herbet José. Cristianismo hoje. Rio de Janeiro: Editora Universitária, 1962.
CRVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. 2ª Edição. São Paulo: Cia das Letras. 1995.
FERREIRA, Jorge; GOMES, Angela de Castro. 1964. O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
FILHO, Olympio Mourão. Memórias: a verdade de um revolucionário. Porto Alegre: L&PM, 1978.
GUEDES, Carlos Luís. Tinha que ser Minas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979.
GOULART, João. Discurso no comício na Central do Brasil. Rio de Janeiro, 13/03/1964.
JOÃO XXIII, Papa. Carta encíclica Pacen in Terris. Roma: 11/04/1963. Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-xxiii/pt/encyclicals/documents/hf_j-xxiii_enc_11041963_pacem.html. Acesso em: 12/07/2024.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado – contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: ContraPonto / Editora PUC Rio, 2006.
MATURAMA, Humberto. Ontologia da realidade. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1997.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em guarda contra o perigo vermelho – O anticomunismo no Brasil (1917 – 1964). São Paulo: Perspectiva, 2002.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Ato Institucioal No 1. 09 de abril de 1964. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-01-64.htm. Acessado em: 21/07/2024.
REVEL, Jacques. Microanálise e construção do social. In. REVEL, Jacques (org.). Jogos de escalas: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1998.
SANTOS, Wanderley Guilherme. Sessenta e quatro: anatomia da crise. São Paulo: Vértice, 1986.
SILVA, Wellington Teodoro. Revolução, tradição e religião: o catolicismo nas veredas da política – o jornal Brasil, Urgente – 1963/ 1964. Curitiba: CRV, 2011.
SILVA, Wellington Teodoro da Silva. Catolicismo e Golpe de 1964. Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2018.
SCHMITT, Carl. Catolicismo romano e forma política. Lisboa: Hugin, 1998.
SOUZA, Luiz Alberto Gomez de Souza. A JUC: os estudantes católicos e a política. Petrópolis: Vozes, 1984.
PIO XI, Papa. Carta Encíclica Divinis Redemptores. Roma, 19 de março de 1937. Disponível em: https://www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html
TARSO, Paulo de. Os cristãos e a revolução Social. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1963.
TORRES, João Camilo de Oliveira. A Igreja de Deus em Belo Horizonte. Belo Horizonte. 1972.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Wellington Teodoro Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à Revista Paralellus o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta Revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que reconheça e indique a autoria e a publicação inicial nesta Revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer momento depois da conclusão de todo processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


















